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A vontade de viver, quero o meu caos calmo de volta

por Clísteres e Pulgas, em 28.03.12

O que quer dizer isto? Vontade de viver? Decididamente, é mais um work in progress. Um W.I.P que, por vezes, é também sinónimo de whip - objecto usado para infligir dor ou causar medo de sentir dor; serve tanto para animais como para pessoas. Ligado também a certos rituais religiosos e a fetichismos sexuais (os extremos tocam-se), é, certamente, um w.i.p. Não tendo ainda descoberto o que é essa "coisa" chamada vontade de viver, nestes últimos dias, fiquei com a pesada mas clara impressão de que, esta coisa que todos procuramos ter todos os dias das nossas vidas, em parte, assenta nisto: viver à vontade. Fará isto parte da vontade de viver? Acho que sim, permitam-me a arrogância. É viver à larga, de forma empenhada, comprometida e distraída. É meter o pé na poça, torcer o nariz pela quantidade de lama que nos chega quase aos joelhos, contar a uma ou duas pessoas, ou a ninguém, ser trespassado pelos olhares dos desconhecidos na rua, chegar a casa, respirar fundo, trocar de roupa e seguir para mais uma chicotada. Falando em bom português, "venham eles". Não é o, "ai, eles andam aí", mas sim o "bring it on, babe".

 

Em poucos dias, vi a minha vontade de viver esmorecer quando, do nada, soube que o meu mundo corria o risco de ficar menos bonito, menos alegre. E só de saber que o meu mundo não é só meu, é de tanta gente, tive ainda mais medo... No entanto, não à primeira, mas pouco depois, recordei que, paradoxalmente, eu não sou o centro do meu mundo. E o "à vontade de outro ser" (sem qualquer dúvida, magnífico), trouxe de volta a ordem ao caos que é a nossa vida. Um "caos calmo", palavras de outro, tão bem escolhidas e sentidas. Obrigada por teres voltado, sem nunca ter partido. Ter-me-ás sempre no teu coração, à vontade.

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publicado às 11:24

There's no half way to happiness. Stella, I'm coming, baby.

por Clísteres e Pulgas, em 26.03.12

Hoje foi dia de meia-maratona e mini. A minha foi enorme. Com milhares de desconhecidos, de fantasmas, de Jonh's and Jane's Doe e de amigos(as) que tenho vindo "a conhecer" ao longo dos anos. É incrível, mas, de facto, podemos passar uma vida inteira ao lado de uma pessoa sem nunca a vir a conhecer. Porquê? Porque tenho percebido que a vida não é feita de meios-termos. A vida é um traço contínuo que, começa com um pequeno ponto e vai-se expandindo por vários lados. Dá voltas e voltas, enrola-se, embaraça-se, ata-se, desata-se, prende-se, solta-se. E volta tudo ao mesmo, ainda que esse mesmo traço vá mudando. Uns dias, está mais denso, outros menos intenso, mas, está lá sempre. Já é sabido (ou deveria ser...),então, porquê rasgar o que pode ser desatado? "A vida tem mais marés do que marinheiros". True. Por isso, existem vários tipos de nós de marinheiro: nó simples, nó de oito ou trempe, nó direito, nó singelo...and so on. Curioso, quando procuramos as suas definições, incluem termos ou expressões como "transmitem confiança", "transmitem mais confiança", "unir dois cabos de bitola diferente", "mais fácil de desarramar"... O meu nó preferido, o do pescador: usado para emendar dois cabos...

 

Hoje, no meio de cabos diversos, debati-me com várias marés. Mergulhei, fui ao fundo, vim "à toa" e fiquei "à tona". Deixei-me pairar e fluir. No meio de milhares de marinheiros, encontrei companheiros antigos, uns que irão sempre fazer parte da minha vida de forma mais contínua, isto é, permanente, outros que, guess what, irão sempre fazer parte da minha vida. Entram e saem, sem nunca terem saído ou terem entrado totalmente.

 

Mais tarde, em águas profundas, apercebi-me de que, no matter what, life goes on until you stop living. E mesmo quando paramos, o mundo lá fora não pára. É tão atribulado, ocupado, despachado que, por vezes, há quem tente viver a nossa vida por nós. Estranho? Comum. Errado? Não sei. Funciona? Em certos casos, a dada altura, num certo momento. Como cantava o Frank, I'll do it my way. Concordo. Uma alternativa: let's do it like on the discovery channel. Dando luta. Não nos esqueçamos que somos animais. E não conheço nenhum que desista de viver. Porquê? Não têm tempo para pensar nisso. Pensar é um privilégio, mas não uma obrigação pesada, uma âncora. É uma ferramenta poderosa, porém, como tudo na vida, tem o seu peso e medida. Por isso, em vez de perdermos tempo a pensar ou a ler sobre como se fazem nós (!!!! :-), passemos logo para o passo "fazer o nó". You can talk the talk, but can you walk the walk? Stella, I'm coming, baby. Oh, yeah.

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publicado às 03:41

Um dia de cão no Jardim das Amoreiras, ou noutro lugar à nossa escolha

por Clísteres e Pulgas, em 23.03.12
Não me apetece escrever. Mas escrevo. Há tanta coisa que não me apetece fazer e faço, escrever, será das poucas coisas que, a falta de apetência me incentiva a fazê-lo. Assim sendo, aqui vai: quer eu queira ou não, o dia está bonito. São poucas as vezes que venho ao jardim das amoreiras ( vou mais ao da estrela), mas hoje, foi o dia certo para cá vir. Está cheio de gente jovem e no ar, a música ambiente entoa sotaques do norte. Curtos, directos, marotos, sem malícia. Os locais, aproveitam o dia e descontraem calmamente. A única coisa que nos impede, na maioria das vezes, de descontrairmos, somos nós próprios. Sentada num banco de jardim, fui agraciada e cumprimentada por um pequeno cão d'água. Saltou para cima das minhas coisas e trocámos um olá. Quem sabe se fomos amigos noutra vida? A primeira impressão é que fica, foi positiva e bonita. Para completar a tela, adoro ver as crianças a caminho de casa, com os seus uniformes vestidos. Estão sujos, amarrotados, lembram-me que hoje é sexta-feira. O dia não começou muito bem, contudo, prefiro que comece mal e acabe bem. Levo emprestada alguma desta energia positiva que por aqui pára. Amanhã, já dizia o outro, vai ser outro dia. E será a minha vez de emprestar alguma energia positiva a outro/a. Em troca, só peço mais dias como este: dias que embora comecem mal, acabem bem. Dias em que um cão me faz sorrir e sentir-me feliz. Dias de cão.

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publicado às 16:45

Fight club 2 - La chute ou a queda do império

por Clísteres e Pulgas, em 22.03.12

Sábado, 17 de Março. Quatro. Não um, nem dois, nem três. Quatro. Quatro actos de violência e decadência. Os suspeitos? Os do costume: a mulher de classe média-baixa, frustada, ignorante e agressiva, que anseia por expor em público, os alegados responsáveis pela sua vida cinza-podre; os grupos de homens alinhados na mesma desorientação, com objectivos de vida imediatos (mediáticos?) e limitados, que estão sôfregos para mostrar ao mundo que não obstante as suas supostas inaptidões, têm força(física) suficiente para abalar, ainda que por meros minutos, a vida bela que tanto odeiam e desejam ter; o homem invisível que cai direito, a direito no meio de uma estrada e permanece imóvel e sem reacção (assim como os seus espectadores); um segundo homem, a escassos metros do primeiro que, tal como o outro, mesmo sem ter onde cair morto, é literalmente abatido e conquista de forma bizarra, um momento de visibilidade, rodeado de sangue e gritos de fúria de uma outra mulher. Um outro homem acorre para salvar o primeiro indigente, bradando por causa da falta de solidariedade dos transeuntes. E o indigente número dois? Quem o acode?

 

Quatro actos espelho da condição humana, todos numa só tarde. Quatro pessoas e/ou grupos de pessoas em igualdade de género, de circunstância e de oportunidade. A oportunidade para mostrar ao mundo que a máquina está avariada. A engrenagem está perra, o sistema está desactualizado, há falta de formação e da linha de montagem saem peças com defeito. Mas nós não somos peças. Somos pessoas. Temos uma capacidade impressionante de inventar mil e uma máquinas. Perdemos mil e uma noites a contar histórias. Os mares já não nos impressionam; emocionam. Mas continuamos a ter tanta gente a dar-se a perros.

 

Fechamos a fábrica? Vendemos tudo ao desbarato? Fabricamos com defeito, ignorando as regras de segurança. Saiamos da nossa safe zone e façamos algo que deveria ser rotineiro e, por isso, sim, por isso, vital. Comecemos todos os dias como se fossem o primeiro dia das nossas vidas. Puros, frágeis, berrando e chorando; chorando de sede, de fome, de falta de comforto e, ao mesmo tempo, totalmente abertos, física e mentalmente ao mundo e ao que este nos oferece. Esperança, fé ou crença, oportunidades, meios, aptidões, escolhas, vários caminhos, o bem e o mal. Ou seja, mais do que ser, escolher ou escolher, eis a opção. Aqui vai a pergunta maravilha: onde está o Steve Jobs para o homem-máquina? Steve, we have a problem. Mexe uns cordelinhos aí em cima por nós. Ou em baixo. Só tu sabes para aonde foste (area 51?? :-)). E nós? Para aonde vamos?

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publicado às 21:22

Dia de pulgas

por Clísteres e Pulgas, em 22.03.12
Esperava-se um dia clisteriano, com alguma soltura de gases, mas, o ar esteve bastante respirável. Transportes arejados, conversas a cheirar a bafio, gente normal a aproveitar o sol. A ideia de hoje era, presumo, tirar a coleira e o açaime, contudo, não obstando o facto de se estar à solta, foi-se a coleira, ficaram as pulgas. Sentem-se, sabemos que estão lá, com alguma sorte, vemos algumas aos saltinhos, porém, mantendo a calma, elas acabam por desaparecer. Fidelidade não é o forte delas. Daí a minha questão: o problema é a coleira ou é do circo de pulgas? Chamem o Cardinali: domadores precisam-se. E de leões.

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publicado às 20:05

Fight club 1

por Clísteres e Pulgas, em 17.03.12
Foi uma semana longa. Stress, no drugs but rock'n roll. Há alturas em que uma mulher tem de ser um homem. Eu prefiro ser sempre mulher. Não gosto que me confundam, nem de ser confundida. Nunca fui grande apreciadora de borrões, de pintura abstracta. A vida poderá ser constituída por vários graus de cinzento, mas cada um tem uma tonalidade específica. Eu tenho a minha. Cinza cru. Não é bruto nem demasiado polido, não é vistoso, mas observa-se a olho nu. Eyes wide open. They're watching me. I'm hunting them. I'm the hunter.

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publicado às 22:10

Cousas ainda soltas

por Clísteres e Pulgas, em 15.03.12
Tempestade vem Minha bonança cansa Mente sã,manca. 

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publicado às 17:08

Cousas soltas

por Clísteres e Pulgas, em 15.03.12
Chuva em mim cai Sem veneno fel jamais  Aguam-se meus ais

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publicado às 17:06

Piove, senti come piove

por Clísteres e Pulgas, em 15.03.12
"Madonna come piove. Senti come viene giù." E parou. Voltará? O seu som permanece no ar, ecoa de forma ruidosa e pungente. É um tipo de falso falso-alarme. Tamanho rugido incomoda qualquer um, intimida, mesmo sendo sabido que traz boas novas. Soa a um rufar de tambores que anuncia algo desejado, mas que tem o seu preço. Temos de ter cuidado com o que desejamos. Podemos ter a sorte de nos ser concedido. Ou não. No final, este toque de alvorada põe-nos em sentido. Estejam atentos, chegará a qualquer momento. Não vai bater à porta, mas sim derrubá-la, para no final, se ouvir: desculpem-me. Enganei-me na morada. - E continua a dança da chuva. Manda-chuva. Manda.

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publicado às 17:05

"badtime" stories

por Clísteres e Pulgas, em 14.03.12
Ansiedade é um estado psicológico, chamemos-lhe assim, presente quando esperamos por um acontecimento certo, que virá de facto a acontecer, mas do qual esperamos um desfecho negativo. Provoca-nos medo, insegurança, passividade e, chegado o tal momento, por vezes, congelamos ou fugimos. Queremos que tudo corra bem, tememos tanto as falhas que, se necessário, desistimos. Se a vida não é perfeita, se tem tantos buracos negros, tantas falácias, tanta incerteza, vale a pena viver? Vale. Sai-nos do pêlo. Mas vale. "Try. Try again. Fail. Fail better. "

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publicado às 09:06

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