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There's no half way to happiness. Stella, I'm coming, baby.

por Clísteres e Pulgas, em 26.03.12

Hoje foi dia de meia-maratona e mini. A minha foi enorme. Com milhares de desconhecidos, de fantasmas, de Jonh's and Jane's Doe e de amigos(as) que tenho vindo "a conhecer" ao longo dos anos. É incrível, mas, de facto, podemos passar uma vida inteira ao lado de uma pessoa sem nunca a vir a conhecer. Porquê? Porque tenho percebido que a vida não é feita de meios-termos. A vida é um traço contínuo que, começa com um pequeno ponto e vai-se expandindo por vários lados. Dá voltas e voltas, enrola-se, embaraça-se, ata-se, desata-se, prende-se, solta-se. E volta tudo ao mesmo, ainda que esse mesmo traço vá mudando. Uns dias, está mais denso, outros menos intenso, mas, está lá sempre. Já é sabido (ou deveria ser...),então, porquê rasgar o que pode ser desatado? "A vida tem mais marés do que marinheiros". True. Por isso, existem vários tipos de nós de marinheiro: nó simples, nó de oito ou trempe, nó direito, nó singelo...and so on. Curioso, quando procuramos as suas definições, incluem termos ou expressões como "transmitem confiança", "transmitem mais confiança", "unir dois cabos de bitola diferente", "mais fácil de desarramar"... O meu nó preferido, o do pescador: usado para emendar dois cabos...

 

Hoje, no meio de cabos diversos, debati-me com várias marés. Mergulhei, fui ao fundo, vim "à toa" e fiquei "à tona". Deixei-me pairar e fluir. No meio de milhares de marinheiros, encontrei companheiros antigos, uns que irão sempre fazer parte da minha vida de forma mais contínua, isto é, permanente, outros que, guess what, irão sempre fazer parte da minha vida. Entram e saem, sem nunca terem saído ou terem entrado totalmente.

 

Mais tarde, em águas profundas, apercebi-me de que, no matter what, life goes on until you stop living. E mesmo quando paramos, o mundo lá fora não pára. É tão atribulado, ocupado, despachado que, por vezes, há quem tente viver a nossa vida por nós. Estranho? Comum. Errado? Não sei. Funciona? Em certos casos, a dada altura, num certo momento. Como cantava o Frank, I'll do it my way. Concordo. Uma alternativa: let's do it like on the discovery channel. Dando luta. Não nos esqueçamos que somos animais. E não conheço nenhum que desista de viver. Porquê? Não têm tempo para pensar nisso. Pensar é um privilégio, mas não uma obrigação pesada, uma âncora. É uma ferramenta poderosa, porém, como tudo na vida, tem o seu peso e medida. Por isso, em vez de perdermos tempo a pensar ou a ler sobre como se fazem nós (!!!! :-), passemos logo para o passo "fazer o nó". You can talk the talk, but can you walk the walk? Stella, I'm coming, baby. Oh, yeah.

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publicado às 03:41



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